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self-management

Transparência não é mostrar tudo. É não esconder nada.

Nota interna — sobre transparência radical

Comunicações internas Semco (paráfrase) · 2018 · internal_comm · fonte externa

Resumo

Este texto aborda o conceito de transparência radical nas organizações, enfatizando sua diferença em relação a uma cultura aberta. O autor argumenta que a transparência radical é sobre não esconder informações, tornando tudo acessível, e não apenas sobre mostrar o que é conveniente. Essa prática é ilustrada através de exemplos da Semco, onde se implementam políticas como a divulgação de salários e discussão pública de desacordos. Vale a pena ler porque desafia a visão comum de transparência e propõe uma abordagem que, apesar de difícil, pode melhorar significativamente o ambiente de trabalho e a eficiência organizacional.

Trechos-chave

Texto integral

Sempre que falo em transparência radical com executivos de outras empresas, eles entendem como 'ter uma cultura aberta', 'fazer reuniões abertas', 'compartilhar os números trimestrais'. Não é isso.

Transparência radical é uma escolha negativa: não esconder. É diferente de mostrar.

Mostrar é uma performance: você seleciona o que apresentar, edita o contexto, prepara os slides. Não esconder é uma postura: tudo que existe está acessível para quem quiser olhar, mesmo o que ainda não foi resolvido, mesmo o que é constrangedor.

Na Semco, isso se traduziu em práticas como: salários públicos, atas de decisão acessíveis a todo mundo, demonstrativo financeiro disponível para quem quisesse entender, e — talvez o mais difícil de tudo — desacordos entre executivos discutidos em espaço público, e não em conversas paralelas.

O custo é alto no curto prazo: você perde o luxo do conforto que vem de poder fingir estar de acordo. O benefício de médio prazo é que ninguém precisa adivinhar o que está acontecendo, e a energia que ia para política interna passa a ir para o trabalho.